-Essa cena não se encontra na estoria
-Trecho inédito
"Bati a porta de Sarah e Ananda, e esperamos um sinal de vida.
Allan
estava ao meu lado, seus olhos não queriam permanecer abertos. Ele
estava usando uma uma calça muito parecida com a que os meninos usavam
na educação física. Inclusive mostrava o desenho da sua bunda
perfeitamente. E caramba, que bunda esse cara tinha, deve ter trabalhado muito pra consegui-la.
- O que... - Sarah abriu a porta sonolenta. Ela deveria ter acabado de pegar no sono.
- Preciso passar a noite aqui. - Murmurei a fazendo se inclinar em minha direção tentando entender o que eu havia dito.
- Aaah. Okay. - Abriu espaço para eu entrar. - Ele também vem? - Mordeu a língua e tudo que Allan fez foi revirar os olhos.
-
Quem está... AAAAH. - Ananda gritou tentando esconder os seios. Era de
se esperar, já que estávamos em um dormitório feminino.
-
Que tal você colocar o pijama em vez de continuar a gritar? - Sarah
pediu mal humorada, enquanto Allan virava de costas e murmurava várias
sequências de palavras que eu não conseguia entender e também não queria
saber o que eram.
A
garota na minha frente nem ao menos disfarçou o olhar, correu seus
olhos pelas costas até a bunda do homem que estava ao meu lado e eu só
queria me esconder, porque parecia que não poderia ficar pior.
- Você divide a cama com a Nanda e ele pode ficar comigo.
- Senhor amado. - Allan olhou para o teto.
- Sarah. - Tentei repreendê-la, mas ela apenas sorriu.
- O que houve?
-
Não arrombaram a porta, então eu não vou dormir naquele quarto sozinha.
- Joguei minha bolsa no chão. - Vou passar a noite aqui com vocês.
- Certo. - Espreguiçou-se. - Eu durmo com Ananda e você fica com minha cama. A dela é maior e mais confortável mesmo.
- Tudo bem? - Ananda tentou se esconder atrás de Sarah, mas felizmente ela já estava vestida.
- Vamos fazer festa do pijama. - A voz de Sarah saiu em um tom animado.
-
Escutem. - Allan virou-se para as duas. - Vocês vão entrar nesse
quarto, vão trancar a porta e só vão abri-lo amanha. Vão ignorar tudo ao
redor de vocês e qualquer coisa... Qualquer coisa mesmo, vão ligar para
mim.
- Okay
chefia. - Fez um sinal com os dedos. - Eu vou poder pegar nos peitos
dela? - Riu e nem me dei ao trabalho de olhar para Allan. Com toda a
certeza poderia ficar pior.
-
Primeira regra a ser seguida. Não pegue nos peitos e na bunda de alguém
sem autorização previa. - Escutei Allan dizendo e logo depois ele
rindo. - Pergunte pra ela primeiro.
- Pra beijá-la eu tenho que avisar também? - Perguntou de um jeito preguiçoso.
- Sarah. - Ananda estava com os olhos arregalados.
- Desde quando você beija mulheres? - A encarei.
-
Já olhou para você, gata? Eu beijaria até a sua... Ai. - Sarah levou a
mão em sua bunda. - Caralho, aviso prévio se lembra? Se queria beliscar
minha bunda, deveria ter avisado antes.
-
Chega. - Allan respirou fundo. - As três para dentro. - Apontou para o
quarto. - Tranquem a maldita porta e só voltem a abri-la amanha. E eu
não quero saber de nada que vocês tenham feito ai. - Sarah empurrou
minha bolsa com o pé para dentro do quarto e me puxou pelo braço. - A
porta. Eu quero escutar o trinco virando, vamos! - Bateu as mãos.
- Ele parece que saiu de um colégio militar. - Ananda resmungou.
- É porque ele saiu de um. - Revirei os olhos.
- Não vai desejar boa noite? - Sarah jogou a cabeça para trás. - Nós fomos boas garotas. Merecemos até uma história de ninar...
-
Feche essa porta, agora. - Seu tom de voz mudou e Sarah não precisou
escutá-lo pedir novamente. Deu alguns passos para trás, fechou a porta e
virou o trinco três vezes.
- Caramba. - Respirou pela boca. - Ele parece mal. - Deu meio sorriso. - Quero pegar naquela bunda.
-
Primeira regra a ser seguida. - Ananda e eu falamos juntas. - Não
pegue nos peitos e na bunda de alguém sem autorização previa.
- Aquela bunda vale apena. - Mexeu os braços. - Não me olhem assim. - Apontou para nós duas. - Você também viu aquela bunda.
- É claro que eu vi! Não sou nem uma cega. - Resmunguei pegando minha bolsa.
- Aquele homem pelado deve ser... - Sarah fingiu suspirar. - Será que é grande?
- Hein? - Virei-me para ela enquanto puxava a parte de cima do meu pijama.
-
Não que importe muito o tamanho... Na verdade importa sim. - Riu
enquanto eu revirava os olhos. - Você passa muito tempo com ele, nunca
reparou?
-
Como se eu fosse ficar olhando na cara de pau o meio das pernas dele. - A
blusa que usava como pijama era duas vezes maior que eu, caia em meu
ombro e deixava boa parte dos meus ombros descobertos, mas era
confortável.
- Eu acho que ele não disfarça muito quando olha pro seus seios. - Ananda estava sentada em sua cama apenas nos observando.
-
Todo mundo olha para os meus seios, Sarah. - Puxei a blusa que estava
usando e atirei. Era algo tão normal, sempre nos trocávamos no vestiário
antes e depois das atividades e educação física.
- Gata, não tem como não olhar. - Apontou para mim rindo. - Sabe... Eles são enormes.
-
São de verdade? - Ananda perguntou colocando uma das unhas na boca logo
a seguir. - Escutei dizer que tem uma cicatriz logo abaixo do seio.
-
São de verdade. - Ri. - Reduzi há uns anos. - Mexi no sutiã fazendo
meus seios balançarem. - Os cortes são horríveis a cicatriz incomodou
por um tempo, mas ele são ficaram cheios e empinados.
- Eles eram maiores? - Sarah engasgou.
- Eram. - Ri.
- Eu quero pegar.
- Sarah. - Ananda a repreendeu.
-
Eu sei que você também quer. Todo mundo quer pegar nos peitos dela. -
Revirei os olhos e respirei pela boca, a mesma história, Meddie havia me
dito a mesma coisa. - Deixem-me matar a curiosidade. - Ela veio em
minha direção e apertou meu seio o fazendo afundar. - Caramba, não é que
é de verdade.
- Eu te disse. - A encarei.
-
Eles são macios... - Tampei os olhos com uma das mãos. - Um dia eu vou
comprar os meus, vou levar você junto comigo e vou dizer “eu quero esses
peitos, exatamente iguais.”.
- Você vai querer um chute na sua bunda também? - Perguntei dando alguns passos para trás.
-
Você não pode dizer para uma garota que ela não pode sonhar com seios
grandes. - Sarah riu enquanto Ananda revirava os olhos como se não
quisesse estar ali.
-
Então? - Ananda pulou da cama. - O que vamos fazer? Temos uma noite
inteira pela frente. Sem regras, sem monitores, sem professores, câmeras
de vigilância, ou seguranças intrometidos...
-
Posso ligar para o Tomas, ele daria um jeito de trazer os garotos até
aqui e nós poderíamos jogar Strip Poker. - Foi a minha vez de lançar um
daqueles olhares para Sarah, ela não poderia estar falando sério. -
Okay. Tenho um baralho de uno. Nós podemos jogar e conversar um pouco
por aqui mesmo, enquanto tomamos um pouco de... eu devo ter vodca por
aqui. - Apontou para sua mesa de estudos. - Mas já aviso, se jogarem um
mais quatro, eu corto laços com vocês, a amizade acaba aqui.
- Achei que faria alguma piada espertinha sobre quatro. - Ananda resmungou.
-
Tenho varias delas em mente e acredite, você não vai querer ouvir nem
uma delas. - Abriu uma das gavetas, puxou o baralho e uma garrafa de
vodca. - Peguem suas cobertas. Nós vamos sentar nossas bundas gostosas
no chão.
- Então, por onde começamos? - Ananda me entregou um fofo edredom e pegou uma para ela.
- Que tal: Karla, me conte da onde aquele homem saiu, porque o Senhor Incrível não é desse mundo. - Aquele sorriso sacana estava de volta nos lábios de Sarah.
- Não faça perguntas que eu não sei responder. - Respondi encostando na parede e me cobrindo até o pescoço.
-
Que tal falarmos de qualquer outra coisa que não envolva o senhor
Stewart? - Ananda suspirou. - Ou simplesmente jogar? Não me faça usar o
mais quatro.
-
Concordo com a Ananda. - Murmurei. - São poucas as horas que tenho
livre dele, então, por favor, vamos falar de qualquer outra coisa.
- Vamos falar sobre galinhas então. - Revirou os olhos jogando as cartas no chão. - Adoro falar sobre galinhas."
Lake Forest Academy
Danielle Borghi
Lake Forest Academy
Danielle Borghi




